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NRF 2026 - Dia 2: Maturidade operacional e o varejo AI-first na prática

  • Foto do escritor: mariananatali7
    mariananatali7
  • 13 de jan.
  • 5 min de leitura
Palco principal da NRF 2026 Retail’s Big Show com telões exibindo o logotipo do evento e uma apresentação sobre inteligência artificial no varejo, enquanto palestrantes conversam em poltronas diante de uma plateia lotada em um grande auditório.
Foto : Central do Varejo

O segundo dia da NRF 2026 consolidou o pragmatismo como a nova regra de ouro, resumida no mantra que ecoou pelos corredores do Javits Center: "executar é o novo inovar". Se o dia inaugural foi focado na visão estratégica do "Next Now", o segundo dia provou que o varejo que vencerá em 2026 não é o que faz mais barulho tecnológico, mas o que entrega consistência operacional diária através de um modelo AI-first na prática.

O foco das discussões migrou da teoria da Inteligência Artificial para a operação sistêmica, onde a tecnologia deixa de ser uma vitrine para se tornar a infraestrutura invisível que sustenta margens e eficiência.

Três momentos traduziram essa mudança de patamar ao longo do segundo dia:

  1. A sessão com gigantes como Target e Macy’s detalhou como a mudança agora é passar de apenas "usar IA" para "operar sobre IA". A apresentação revelou que a tecnologia deixou de ser um projeto piloto para se tornar a camada de produtividade que move o negócio, operando de forma embutida em todas as rotinas sistêmicas — de precificação dinâmica a previsões de estoque — eliminando entraves que antes levavam semanas para serem resolvidos.

  2. Logo em seguida, o painel "The Icons", reunindo Emma Grede (SKIMS), Ben Francis (Gymshark) e Harley Finkelstein (Shopify), discutiu como marcas lendárias dominam a cultura e constroem comunidades baseadas em convicção e lealdade profunda. O debate provou que, em um mercado saturado por algoritmos, o humanismo, a rapidez e o senso de pertencimento são os únicos diferenciais que a tecnologia não consegue copiar.

  3. Por fim, a aguardada palestra de Ryan Reynolds apresentou os conceitos de "Fast Advertising" e "Afinidade Irracional". O ator e empreendedor detalhou como utiliza a IA para acelerar o ciclo criativo e produzir campanhas reativas que capturam eventos do cotidiano em horas, transformando a conexão emocional em um ativo de alta lucratividade sem a necessidade de orçamentos bilionários.

Em conjunto, os painéis revelaram um ponto importante: Em 2026, a inovação real não está em novas ferramentas, mas na consistência da execução diária sustentada por dados impecáveis

O sucesso será das marcas que transformarem a tecnologia em uma infraestrutura invisível, garantindo que a precisão algorítmica abra espaço para o que as máquinas não replicam: o senso de pertencimento e a alma das comunidades.

Dois palestrantes sentados em poltronas no palco da NRF, conversando durante um painel, com o logo “NRF” iluminado ao fundo em tons de roxo e azul.


Do "Usar IA" para o "Operar sobre IA": A maturidade sistêmica


Nesse painel, os executivos da Target e da Macy’s elevaram o debate operacional ao detalhar como a tecnologia deixou de ser um acessório para se tornar a infraestrutura central que sustenta o negócio. A apresentação focou em como a incorporação estrutural da IA nos fluxos de trabalho remove fricções e acelera decisões internas, garantindo que a inovação atue de forma invisível nos bastidores para que o atendimento humano brilhe na frente de loja.

Pontos principais da operação AI-first:

  • IA como Sistema Operacional: A Target detalhou a transição do uso pontual para a incorporação estrutural da IA, descrevendo a mudança como passar de “usar IA” para “operar sobre IA”. Isso reduziu drasticamente o tempo de decisão em processos de precificação e estoque.  
  • Resposta a Jornadas Complexas: A Macy’s colocou a IA como o eixo central de sua transformação digital para responder a jornadas de consumo não lineares, utilizando a inteligência de dados para adaptar a oferta às necessidades mutáveis do consumidor em tempo real.  
  • RFID como "Dever de Casa": Rahul Arya (Landmark Group) demonstrou que a IA só é inteligente se os dados forem impecáveis. O uso de RFID em larga escala tornou-se o pré-requisito obrigatório para garantir que o estoque físico e o digital sejam uma fonte única de verdade.



Executivo do Google apresentando uma palestra no palco da NRF 2026, com o logotipo da empresa ao fundo, falando sobre inteligência artificial e os impactos no futuro do varejo diante de uma plateia do evento.

Onde a cultura e a comunidade encontram o comércio


O painel "The Icons" reuniu Emma Grede (SKIMS), Ben Francis (Gymshark) e Harley Finkelstein (Shopify) para discutir a construção das marcas lendárias do século 21. A apresentação explorou como marcas nativas digitais escalam mantendo a essência humana mesmo sob pressão global, transformando a transação em um ato social.

Pontos principais da construção de marca:

  • Comunidade como Centro: Marcas de sucesso criam um senso de pertencimento que transforma clientes em torcedores leais, gerando um valor vitalício (LTV) que algoritmos sozinhos não sustentam.
  • Agilidade Operacional: O sucesso pertence aos rápidos que "comem" os devagar. Cases como a execução de pop-ups em 60 dias provaram que a agilidade para responder a dados culturais é a maior vantagem competitiva atual.

Executivo do varejo brasileiro palestrando na NRF 2026, segurando um microfone em frente a um telão com gráficos e ícones sobre transformação digital, dados e estratégia no varejo, durante uma apresentação para o público do evento.
Foto: Central do Varejo

Marketing Reativo e o Fator Ryan Reynolds


Em sua keynote principal, Ryan Reynolds trouxe uma aula prática de como a criatividade aliada à tecnologia pode gerar relevância cultural com rapidez nativa, focando em narrativas humanas em vez de campanhas excessivamente polidas.

Pontos principais do marketing de afinidade:

  • Fast Advertising: Reynolds demonstrou como utiliza a IA para acelerar o ciclo criativo, produzindo campanhas que reagem a eventos do cotidiano em horas, ocupando o "Next Now" com baixo custo e alta eficácia.
  • Afinidade Irracional: O conceito de "brand love" foi explorado como motor de rentabilidade; quando uma marca cultiva uma conexão verdadeira, ela se torna lucrativa sem depender de descontos agressivos.
  • Fricção vs. Conexão: O alerta foi de que "sem fricção" não deve significar "sem contato". A automação serve para remover o estresse burocrático, devolvendo tempo para a troca humana e a empatia.


O ponto em comum


As discussões que uniram líderes globais no segundo dia convergiram para um diagnóstico central: a era da experimentação tecnológica acabou. O diferencial competitivo agora é a clareza estratégica para aplicar a inovação onde ela realmente move o ponteiro do negócio, transformando a promessa da tecnologia em execução sistêmica.

Na operação: O varejo deve abandonar a busca por "objetos brilhantes" e focar em alavancas que gerem ROI imediato. A prioridade é a infraestrutura de dados (como o RFID) para alimentar a IA Agêntica; sem visibilidade total de estoque e processos, a automação não tem base para agir. O foco é reduzir a carga cognitiva das equipes, automatizando o back-office para priorizar a precisão.

Na estratégia: Liderar em 2026 exige uma mentalidade de ajuste contínuo. Não se trata de um plano estático, mas de governança sobre dados confiáveis que permitam mudar a rota em tempo real. A execução consistente no dia a dia vale mais do que qualquer inovação isolada que não se sustenta na ponta.

Quem não estruturar seu "dever de casa" operacional — dados limpos e processos claros — terá uma inteligência artificial que sugere, mas não realiza. A rentabilidade de 2026 depende da capacidade de transformar visão em ação automatizada e precisa.rentabilidade e a eficiência operacional.


Insights do 2° Dia

  • Execução sobre Inovação: A consistência da entrega diária e o cumprimento da promessa da marca tornaram-se os novos pilares da fidelização.
  • Afinidade Irracional: O sucesso das marcas líderes vem da criação de conexões humanas autênticas, algo que a tecnologia deve escalar, mas nunca substituir.
  • Fundação de Dados (RFID): A visibilidade em tempo real deixou de ser um diferencial para se tornar o pré-requisito obrigatório para qualquer automação inteligente.


O Futuro do Varejo com Execução Sistêmica


O segundo dia da NRF 2026 consolidou a execução como a verdadeira inovação no varejo. Se o primeiro dia trouxe discussões sobre as possibilidades da Inteligência Artificial, o segundo dia deixou claro que o que vai realmente destacar as marcas em 2026 é a capacidade de transformar dados e tecnologia em ações práticas, consistentes e que entreguem resultados todos os dias.

Enquanto muitas empresas ainda buscam entender como aplicar a IA de forma pontual, a Biso já faz isso na prática, conectando dados à inteligência operacional e garantindo que a estratégia seja executada sem falhas. Para as marcas que dominarem essa execução, a vantagem competitiva será clara: não é sobre o que a tecnologia pode prometer, mas sobre o que ela pode realmente entregar, com precisão e consistência, no dia a dia.

O futuro do varejo não será definido pelo que a tecnologia pode sugerir, mas pelo que as marcas são capazes de realizar com ela, transformando cada interação em uma entrega de valor contínuo para o cliente.



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