Ecossistema

Marketplaces : Por que escalar no B2B exige cultura e tecnologia?

30 de julho de 2025  •  3 min. de leitura

1. Dois grandes conflitos que impedem o B2B de escalar

Alex Ávila apontou os dois principais entraves enfrentados por quem tenta escalar um marketplace B2B.

O primeiro é interno: a mentalidade tradicional, baseada em silos e metas isoladas, precisa dar lugar a uma visão integrada e orientada por dados.
O segundo é externo: o seller precisa enxergar valor real na conexão — entender que ela não serve apenas para aumentar GMV, mas para expandir mercado, melhorar performance e otimizar sua operação.

O cliente já está digital. O que falta é o ecossistema estar preparado para acompanhar.

2. Dados e logística: o B2B precisa ser melhor que o atendimento tradicional

Fernanda Giacon trouxe à tona o cenário fragmentado do aftersales, especialmente no mercado automotivo.

Compras descentralizadas, fornecedores diversos e dados não estruturados tornam a digitalização desafiadora. O papel do marketplace é, então, ser mais eficiente do que o modelo antigo, e isso só acontece com dados bem organizados, experiência fluida e logística desenhada para o B2B.

3. Digitalização começa com empatia e avança com estrutura

Thaise Hagge trouxe um recorte realista do varejo brasileiro: ainda há muita resistência, pouco domínio digital e desconfiança no processo. Por isso, a transformação começa com o básico, muitas vezes pelo WhatsApp, e precisa se adaptar à realidade do lojista e distribuidor.

Transformação digital começa com o que o cliente já conhece. Só depois você mostra o que pode evoluir.

A chave é educar o mercado com empatia, estruturando jornadas simples e eficazes que mostrem na prática o valor da tecnologia.

4. B2B exige governança, integração e coragem para testar

Os três especialistas foram unânimes: não existe fórmula pronta para escalar um marketplace B2B. O sucesso depende de investimento em tecnologia, clareza de processo, estrutura de dados e, principalmente, coragem para testar, errar e ajustar.

Não se trata de copiar o que deu certo no B2C. O B2B tem regras, ciclos e dores próprias. Escalar exige sistemas integrados, pessoas preparadas e decisões estratégicas com base em inteligência de dados.

5. Escalar não é automatizar tudo. É automatizar com propósito

A tecnologia é essencial, mas não resolve sozinha. Só faz sentido quando traz eficiência para o seller, valor para o consumidor e clareza para quem opera a cadeia. Quem escala no B2B não é quem digitaliza mais rápido, mas quem constrói um ecossistema forte, com base em dados, cultura e colaboração.

Escalar marketplaces B2B é, sim, sobre tecnologia, mas também sobre estrutura, governança e adaptação. É sobre entender a realidade do varejo, respeitar o ritmo da transformação e criar uma cadeia em que todos ganham: marcas, distribuidores, sellers e consumidores. O futuro das conexões empresariais está em quem consegue transformar complexidade em clareza. E quem conseguir fazer isso com estratégia, vai liderar o próximo ciclo de crescimento no digital.


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