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NRF 2026 - Dia 2: Maturidade operacional e o varejo AI-first na prática

13 de janeiro de 2026  •  5 min. de leitura
Foto : Central do Varejo

2. Do "Usar IA" para o "Operar sobre IA": A maturidade sistêmica

Nesse painel, os executivos da Target e da Macy’s elevaram o debate operacional ao detalhar como a tecnologia deixou de ser um acessório para se tornar a infraestrutura central que sustenta o negócio. A apresentação focou em como a incorporação estrutural da IA nos fluxos de trabalho remove fricções e acelera decisões internas, garantindo que a inovação atue de forma invisível nos bastidores para que o atendimento humano brilhe na frente de loja.
Pontos principais da operação AI-first:

• IA como Sistema Operacional: A Target detalhou a transição do uso pontual para a incorporação estrutural da IA, descrevendo a mudança como passar de “usar IA” para “operar sobre IA”. Isso reduziu drasticamente o tempo de decisão em processos de precificação e estoque.

• Resposta a Jornadas Complexas: A Macy’s colocou a IA como o eixo central de sua transformação digital para responder a jornadas de consumo não lineares, utilizando a inteligência de dados para adaptar a oferta às necessidades mutáveis do consumidor em tempo real.

RFID como "Dever de Casa": Rahul Arya (Landmark Group) demonstrou que a IA só é inteligente se os dados forem impecáveis. O uso de RFID em larga escala tornou-se o pré-requisito obrigatório para garantir que o estoque físico e o digital sejam uma fonte única de verdade.

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3. Onde a cultura e a comunidade encontram o comércio

O painel "The Icons" reuniu Emma Grede (SKIMS), Ben Francis (Gymshark) e Harley Finkelstein (Shopify) para discutir a construção das marcas lendárias do século 21. A apresentação explorou como marcas nativas digitais escalam mantendo a essência humana mesmo sob pressão global, transformando a transação em um ato social.

Pontos principais da construção de marca:

• Comunidade como Centro:
Marcas de sucesso criam um senso de pertencimento que transforma clientes em torcedores leais, gerando um valor vitalício (LTV) que algoritmos sozinhos não sustentam.

Agilidade Operacional: O sucesso pertence aos rápidos que "comem" os devagar. Cases como a execução de pop-ups em 60 dias provaram que a agilidade para responder a dados culturais é a maior vantagem competitiva atual.

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4. Marketing Reativo e o Fator Ryan Reynolds

Em sua keynote principal, Ryan Reynolds trouxe uma aula prática de como a criatividade aliada à tecnologia pode gerar relevância cultural com rapidez nativa, focando em narrativas humanas em vez de campanhas excessivamente polidas.

Pontos principais do marketing de afinidade:

• Fast Advertising: Reynolds demonstrou como utiliza a IA para acelerar o ciclo criativo, produzindo campanhas que reagem a eventos do cotidiano em horas, ocupando o "Next Now" com baixo custo e alta eficácia.

• Afinidade Irracional: O conceito de "brand love" foi explorado como motor de rentabilidade; quando uma marca cultiva uma conexão verdadeira, ela se torna lucrativa sem depender de descontos agressivos.

Fricção vs. Conexão: O alerta foi de que "sem fricção" não deve significar "sem contato". A automação serve para remover o estresse burocrático, devolvendo tempo para a troca humana e a empatia.

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5. O ponto em comum

As discussões que uniram líderes globais no segundo dia convergiram para um diagnóstico central: a era da experimentação tecnológica acabou. O diferencial competitivo agora é a clareza estratégica para aplicar a inovação onde ela realmente move o ponteiro do negócio, transformando a promessa da tecnologia em execução sistêmica.

• Na operação: O varejo deve abandonar a busca por "objetos brilhantes" e focar em alavancas que gerem ROI imediato. A prioridade é a infraestrutura de dados (como o RFID) para alimentar a IA Agêntica; sem visibilidade total de estoque e processos, a automação não tem base para agir. O foco é reduzir a carga cognitiva das equipes, automatizando o back-office para priorizar a precisão.

• Na estratégia: Liderar em 2026 exige uma mentalidade de ajuste contínuo. Não se trata de um plano estático, mas de governança sobre dados confiáveis que permitam mudar a rota em tempo real. A execução consistente no dia a dia vale mais do que qualquer inovação isolada que não se sustenta na ponta.

Quem não estruturar seu "dever de casa" operacional — dados limpos e processos claros — terá uma inteligência artificial que sugere, mas não realiza. A rentabilidade de 2026 depende da capacidade de transformar visão em ação automatizada e precisa.rentabilidade e a eficiência operacional.

Insights do 2º dia

• Execução sobre Inovação: A consistência da entrega diária e o cumprimento da promessa da marca tornaram-se os novos pilares da fidelização.

• Afinidade Irracional: O sucesso das marcas líderes vem da criação de conexões humanas autênticas, algo que a tecnologia deve escalar, mas nunca substituir.

Fundação de Dados (RFID): A visibilidade em tempo real deixou de ser um diferencial para se tornar o pré-requisito obrigatório para qualquer automação inteligente.

6. O Futuro do Varejo com Execução Sistêmica

O segundo dia da NRF 2026 consolidou a execução como a verdadeira inovação no varejo. Se o primeiro dia trouxe discussões sobre as possibilidades da Inteligência Artificial, o segundo dia deixou claro que o que vai realmente destacar as marcas em 2026 é a capacidade de transformar dados e tecnologia em ações práticas, consistentes e que entreguem resultados todos os dias.

Enquanto muitas empresas ainda buscam entender como aplicar a IA de forma pontual, a Biso já faz isso na prática, conectando dados à inteligência operacional e garantindo que a estratégia seja executada sem falhas. Para as marcas que dominarem essa execução, a vantagem competitiva será clara: não é sobre o que a tecnologia pode prometer, mas sobre o que ela pode realmente entregar, com precisão e consistência, no dia a dia.

O futuro do varejo não será definido pelo que a tecnologia pode sugerir, mas pelo que as marcas são capazes de realizar com ela, transformando cada interação em uma entrega de valor contínuo para o cliente.

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