Tendências

Black Friday no e-commerce: os 10 erros fatais e
como evitá-los na prática

09 de setembro de 2025  •  15 min. de leitura

1. Falta de planejamento estratégico

Casos reais
Em 2022, a Nike enfrentou instabilidade em seu site durante a Black Friday, deixando consumidores sem acesso por horas. Em 2021, a Costco sofreu ainda mais: seu site ficou cerca de 16 horas fora do ar, representando uma perda estimada em US$11 milhões.

Como resolver?

• Mapear a capacidade da operação: entender o volume máximo de pedidos que logística, estoque e atendimento conseguem absorver.
• Centralizar informações: integrar dados de estoque, vendas, mídia e atendimento para que todas as áreas trabalhem com a mesma visão.
• Usar inteligência preditiva: analisar históricos e sazonalidades para prever picos de demanda.
Simular cenários críticos: testar infraestrutura digital e planejar alternativas logísticas.

Resultado positivo: Marketplaces que conectaram suas áreas e estruturaram estoques de forma integrada registraram aumento de mais de 200% nas vendas da Black Friday.

2. Vitrine desorganizada e navegação confusa

Um dos erros mais fatais da Black Friday está logo na porta de entrada: sites mal estruturados, com vitrines desorganizadas, categorias confusas e buscas pouco inteligentes. O cliente chega cheio de expectativa, mas encontra dificuldade para navegar e localizar produtos.

Em 2020, diversos varejistas de médio porte registraram picos de rejeição em páginas de categoria durante a Black Friday, segundo a Ebit|Nielsen, por não atualizarem filtros e destaques.

Como resolver?

• Organizar categorias de forma clara: destacar seções como "mais vendidos", "ofertas do dia" e "até 50% off".
• Aprimorar a busca interna: garantir que reconheça sinônimos, erros de digitação e termos relacionados.
Exibir produtos complementares: incluir sugestões para aumentar o ticket médio.

3. Checkout complicado

Poucos erros custam tão caro quanto um checkout mal desenhado. Na Black Friday, quando os consumidores já estão prontos para finalizar a compra, formulários extensos, obrigatoriedade de cadastro e instabilidade no mobile são responsáveis por grande parte do abandono de carrinho.

Dados importantes: O Baymard Institute aponta que a taxa média global de abandono de carrinho é de 69%, sendo que 18% dos consumidores desistem quando o checkout é longo ou complicado.

Como resolver?

• Simplificar o processo: reduzir campos obrigatórios e permitir preenchimento automático.
• Oferecer checkout como convidado: não obrigar criação de conta.
Adaptar para mobile first: garantir funcionamento perfeito em telas menores.

4. Mídia e orçamento mal planejados

A disputa por atenção durante a Black Friday é brutal. O custo de mídia dispara, a concorrência intensifica campanhas e quem não se antecipa acaba gastando muito para gerar pouco retorno.

Em 2022, enquanto o faturamento da Black Friday cresceu 5%, os custos com anúncios digitais subiram mais de 20%. Em 2024, o investimento de players como Shein e Temu inflacionou palavras-chave em até 16 vezes.

Como resolver?

• Antecipar campanhas: ativar mídia semanas antes, aproveitando o período de aquecimento.
• Distribuir orçamento entre canais: não depender apenas de Google e Meta.
Ajustar lances em tempo real: monitorar CPC e redistribuir orçamento.

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