• Breno Berman

Quais tendências tem conquistado o e-commerce brasileiro?

Atualizado: 9 de mai.

Imagina estar no show do seu cantor favorito junto com seu irmão que mora em outro país? E, ao mesmo tempo, ter essa experiência sem sair do conforto de suas casas? Pois é, isso só é possível graças ao metaverso.


Mas se acalme, essa é apenas uma das tendências que estão chegando ao Brasil. Ainda, podemos citar a live commerce e o social e-commerce como uma das principais tendências que aprimoram a jornada do consumidor e que tem nos conquistado.


As tendências tratadas aqui são metaverso, live commerce e social commerce.


Live commerce

O principal diferencial da live commerce é fugir das estéticas padronizadas dos comerciais veiculados. Além disso, ela traz personalidades, humor e dinamismo na hora de apresentar os produtos à venda em tempo real. Nota-se que, de acordo com a pesquisa da McKinsey, exatamente pelo mesmo motivo a taxa de conversão pode alcançar até dez vezes mais do que o e-commerce tradicional.


Metaverso

Em segundo lugar, o termo polêmico da vez: metaverso. Essa tendência é responsável por gerar experiências simultâneas em ambientes imersivos apenas utilizando o seu avatar, sem que você saia – literalmente – do lugar onde está. Por meio de diversas tecnologias, como inteligência artificial, web 3.0, realidade virtual e aumentada, tudo isso se torna possível. E também explica o crescente interesse das marcas em criarem suas realidades dentro dos jogos para aprimorar a experiência dos seus stakeholders.


Social commerce

Por último, o social e-commerce refere-se à venda de produtos online, em massa, através das redes sociais. O benefício é o oferecimento de desconto aos compradores, além de eficiência para a logística de entrega por parte dos vendedores. Desse modo, você pode se unir a um grupo de interesse comum para efetuar a compra ou arcar com o ajuste de preço na venda unitária.


Como divulgado na Fast Company, esse modelo está ganhando representatividade nos países de grande mercado consumidor, como o Vietnã (98 milhões de habitantes) e, principalmente, a Indonésia (270 milhões). Nota-se que essa mesma prática que teve início na China corresponde a mais de 13% de todas as vendas online em comparação aos meros 4,3% nos Estados Unidos. Em número, a diferença em volume é gigante: mais de US$ 360 bilhões em GMV (valor bruto da mercadoria) por ano contra US$ 36 bilhões nos EUA.


O avanço da live commerce no Brasil e os principais desafios

Engana-se quem pensou que essas tendências iriam demorar para chegar por aqui. Veja abaixo:

  • Dafiti: aderiu às lives e viu suas vendas crescerem mais de 72% em 2021 e o engajamento do público crescer 90%, segundo reportagem publicada na Exame.

  • Farm: lançou a primeira coleção 100% digital. Obtiveram recorde de vendas com R$3,4MM e uma conversão de 17% em uma live interativa. Ao todo, venderam R$9,6MM no 2T21 no canal live commerce. Confira no relatório do Grupo Soma.

  • Mercado Livre e Americanas: optaram por criar uma plataforma própria para live commerce, chamada Mercado Livre Live e Americanas ao Vivo, ambas com transmissões integradas ao marketplace da companhia.

É claro que esses novos canais não devem alcançar as mesmas proporções – no curto prazo – que o mercado asiático, justamente pelas diferenças do mercado consumidor e da cultura. No entanto, o objetivo entre eles é o mesmo: diminuir os cliques para conseguir uma compra efetiva. Afinal, a chance de o espectador sair da live e acessar o site para fazer compra é baixa, independentemente do país.


Como o Brasil está aderindo ao comportamento de compra online devido à aceleração digital provocada pela pandemia da Covid-19, acredita-se que o social e-commerce precisará de um amadurecimento maior do mercado para se tornar viável. Além disso, quando falamos sobre a entrada das plataformas asiáticas em terras brasileiras, há um alto poder de barganha dos clientes em relação ao nível de confiabilidade da marca e valor do frete, independentemente do preço menor e da variedade de produtos em relação à concorrência dos varejistas brasileiros.


Em paralelo, há questionamentos a serem refletidos: temos uma legislação e fiscalização de dados eficaz que assegurem cada vez mais a ética dos usuários no ambiente digital? A adesão dessas novas tecnologias influenciam diretamente na taxa de desemprego? Qual é o impacto dessa diversificação de canais para o e-commerce tradicional?

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